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Inicio do Roteiro: Estação da Estrada de Ferro Campos do Jordão

A – Prédio do Grupo Escolar Dr. Alfredo Pujol (visita por fora)
Endereço: Rua Barão Homem de Mello, 63 – Centro.

A história da escola antecede a história do prédio. O colégio, assim como a denominação “Alfredo Pujol”, já existia, só que ele funcionava em outro local. A primeira escola de Pindamonhangaba, do qual se originou o Grupo Escolar Alfredo Pujol, funcionou mediante unificação das escolas dos professores Pedro Silva e Júlio Pestana, ocorrida em Janeiro de 1895.

Artigo publicado na edição de 11 de junho de 1982 da “Tribuna do Norte”, confirma a data e revela que a referida escola “foi instalada em prédio arrendado pela Câmara Municipal, situado na Praça Cornélio Lessa nº 3 (em frente ao Bosque da Princesa), antiga sede do Colégio Conceição”.

O Grupo Escolar Alfredo Pujol funcionou primeiramente só com a seção masculina, vindo só mais tarde a seção feminina.

A construção do prédio surgiu da necessidade de mais espaço para receber os alunos. Foi quando o Dr. Antônio Martins Fontes Júnior, então deputado estadual, conseguiu uma verba de 60 contos de réis para a construção do edifício.

A administração municipal, na gestão de Francisco Romeiro, ofereceu a área, parcialmente utilizada por um cemitério, e mais 11 contos, ficando o custo total da obra em 140 contos de réis. O jornal ”Tribuna do Norte”, por intermédio de seu fundador, Dr. João Romeiro, também teve importante participação na campanha para a construção do novo prédio.

O responsável pela planta foi o engenheiro Francisco Viotti. O construtor, engenheiro Santiago Stornini. A construção foi supervisionada tecnicamente pelo engenheiro militar e escritor, Euclides da Cunha, autor de “Os Sertões”. O Colégio ocupa uma área de 2000 m2, tendo seu prédio atual inaugurado em 06/12/1902.


B – Estação Ferroviária da Central do Brasil (visita por fora)
Endereço: Rua Barão Homem de Mello, 149 – Centro

Criada em 1869 a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio) alcançou em 1877 a cidade de Cachoeira Paulista, onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855.

Em 1889, com o golpe militar contra o Império do Brasil, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as linhas das duas empresas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cachoeira-Taubaté), concluindo-se a unificação da bitola em 1908. A estação de Pindamonhangaba foi parcialmente erigida sobre o antigo cemitério da cidade, sendo que o prédio atual, construído em 1921, substituiu o anterior. De uma de suas plataformas laterais saíam, até a década de 70, as composições da EFCJ.

 


C – Igreja São José da Vila Real (visita por fora)
Endereço: Rua Barão do Rio Branco s/nº

Em 1840, o padre João de Godoy Moreira e outros membros de sua família iniciaram a construção da Igreja de São José da Vila Real de Pindamonhangaba, inaugurada em 1848, em substituição à primitiva, de 1680.

A técnica construtiva é a taipa de pilão. O seu frontispício apresenta duas simulações de torre, em cuja parte superior encontram-se duas aberturas guarnecidas com imagens de santos. Em seu interior, o forro da nave é em tabuado de madeira e o piso, em ladrilho hidráulico. Entre as alterações sofridas por esta igreja, destacam-se a reconstrução do coro e de algumas paredes internas, danificadas após o desabamento de parte da fachada principal. No local, foram sepultados 14 pindenses que integravam a Guarda de Honra de D. Pedro I.

Em 1972, o corpo do Imperador D. Pedro I repousou no local, antes de seu sepultamento definitivo no mausoléu do Ipiranga, em São Paulo.
Tombada pelo Condephaat em 11/07/83


D – Palacete Tiradentes - antiga Câmara Municipal (visita por fora)
Endereço: Rua Barão do Rio Branco s/nº

Fundada em 1643 com o nome de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pindamonhangaba, o município foi transformado em freguesia, em 1663, e em vila, em 1705. A elevação à categoria de cidade se deu em 1849, período em que prosperou com a cultura do café.

A Casa de Câmara e Cadeia, projetada por Francisco Pereira de Carvalho, construtor português radicado na cidade, foi inaugurada em 1864, funcionando até o ano de 1913, quando passou a sediar a Escola de Farmácia e Odontologia, ocasião em que o imóvel foi adaptado ao novo uso.

Constitui-se em partido característico dos edifícios desse tipo, com a Câmara localizada no pavimento superior, e a cadeia, no térreo. Concebida em estilo colonial, no final do século XIX a fachada recebeu características neoclássicas em alvenaria, e seu interior conserva ainda paredes de pau-a-pique.
Tombado pelo Condephaat em 03/07/1981


1 – Igreja Matriz de N. Sra. do Bom Sucesso
Endereço: Rua Deputado Claro César – Centro. Telefone: (12) 3642-1776
Horário de Funcionamento: a confirmar.
Entrada: Franca

Edificada em princípios do século XVIII, foi inaugurada em 1707. Em meados do século XIX teve sua fachada reedificada em alvenaria, segundo projeto do construtor português Francisco Pereira de Carvalho com frontispício de inspiração renascentista.


E – Palacete 10 de julho – antiga Prefeitura Municipal (visita por fora)
Endereço: Rua Deputado Claro César 33 – Centro

Enquanto a influência inglesa estava ligada às construções das ferrovias, a francesa foi a que predominou na arquitetura dos ricos casarões do Vale do Paraíba, quando a economia do café expandiu-se e consolidou-se nessa região, a partir de meados do século XIX. É o caso do Palácio 10 de Julho, projetado pelo arquiteto francês Charles Peyrouton, ao gosto eclético, em que os detalhes decorativos chamam a atenção pelo requinte e qualidade plástica. Peyrouton foi também responsável pelo projeto da igreja de São Benedito de Lorena.

Seu primeiro proprietário foi Inácio Bicudo de Siqueira Salgado, barão de Itapeva. O edifício foi construído com técnicas mistas, tendo sido verificado o emprego de tijolo queimado. Possui assoalho em pinho de Riga, paredes revestidas em papel importado e majestosa escadaria no seu hall de entrada, protegida por grades trabalhadas em ferro fundido. Todo o seu interior é fartamente decorado com pilastras, capitéis e cimalhas e, no teto de um dos salões do pavimento superior, se observa uma grande e decorada claraboia.

Tombado pelo Condephaat em 12/12/1969


2 – Palacete Palmeira
Endereço: Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 260 – Centro. Telefone: (12) 3648-1776
Horário de funcionamento: das 08h00 às 17h00, de terça a sábado.
Entrada: Franca. É necessário agendamento prévio para visita de grupos.

Também projetado pelo construtor português Francisco Pereira de Carvalho o edifício foi construído por volta da década de 60 do século XIX, por um dos maiores fazendeiros de café da cidade, Antônio Salgado Silva - mais tarde, visconde de Palmeira. Herdou-o sua filha Antônia Salgado Filho, casada com Eloi Bicudo de Varella Lessa, razão pela qual também ficou conhecido por Solar do Barão de Lessa.

A sua construção é eclética, em taipa de pilão e pau-a-pique, com terraço descoberto nos fundos, no nível do segundo pavimento, do qual se descortina uma ampla paisagem em direção ao Rio Paraíba. As fachadas principais são ricamente ornamentadas, com platibanda decorada com pinhas e esculturas de louça, e sacadas contínuas, em mármore de Carrara, guarnecidas com grades de ferro trabalhado.

Desde 1978 abriga o Museu Histórico e Pedagógico D. Pedro e D. Leopoldina. É a única grande residência urbana remanescente da nobreza rural cafeeira do município.

Tombado pelo Condephaat em 11/12/1969


3 – Bosque da Princesa e Rio Paraíba
Endereço: Rua Barão de Pindamonhangaba. Telefone: (12) 3645-1701.
Horário de funcionamento: das 06h00 às 20h00, diariamente.
Entrada: franca.

Data de 1879, originalmente como Largo do Porto, em alusão à existência no local do porto fluvial para atendimento às embarcações do período de navegação no Rio Paraíba, que durou até o final da década de 70 do século XIX.
No período Imperial passou a ser chamado “Largo do Ipiranga”, lembrando a participação de pindamonhangabenses no dia 7 de setembro de 1822.

Em 1878, recebeu o nome de “Praça Cidadão Cornélio Lessa”, em gratidão ao ilustre filho da cidade.
Desde 1952, pela Lei 113 de 28.05, passou a denominar-se “Bosque da Princesa”, uma homenagem de Pindamonhangaba à Princesa Izabel.

Junto ao antigo atracadouro, que hoje compõe um dos limites do Bosque, pode-se ter uma belíssima vista do Rio Paraíba, com seus meandros, bem como uma de suas ilhotas, tendo-se ao fundo os contrafortes da Serra da Mantiqueira.

Área vegetal de destaque na cidade possui 643 árvores de 52 espécies, como por exemplo, Pau-brasil, Angico e Tamarindo. Em seu interior localiza-se a biblioteca pública municipal.

O Rio Paraíba, formado pelos rios Paraitinga e Paraibuna SP, atravessa o Vale do Paraíba e o estado do RJ, alcançando o Oceano Atlântico, totalizando curso de 800 km.


F- Praça Padre João Faria Fialho - Praça do quartel (visita por fora)

Praça Padre João de Faria Fialho, em homenagem ao mesmo, considerado o Fundador de Pindamonhangaba. Nela localizava-se o palacete do Barão de Pindamonhangaba onde a família imperial se hospedou em Setembro de 1877, durante visita ao município.

O edifício do quartel foi anteriormente o Mercado Municipal


G – Praça Monsenhor Marcondes (visita por fora)

Até 1860 era denominada Praça Formosa. Em 1863 passou a se chamar Praça Monsenhor Marcondes por ocasião do falecimento deste sacerdote. Foi nela que o Imperador D. Pedro I se hospedou em Setembro de 1872, em sua viagem histórica onde proclamaria a independência do Brasil.

Também ali se localizava o Teatro Municipal da cidade, projetado pelo construtor português Francisco Pereira de Carvalho, inaugurado em 1851 e demolido em 1920.

Subsiste na praça projeto paisagístico inspirado nos trabalhos do célebre paisagista Francês Auguste François Marie Glaziou, diretor de Parques e Jardins da Casa Imperial, no Rio de janeiro.


4 – Mercado Municipal
Endereço: Rua Dr. Gustavo de Godoy
Horário de Funcionamento: de segunda à sexta, das 06h00 as 18h00, e aos sábados e domingos, das 06h00 às 14h00.
Entrada: Franca.


O primeiro Mercado Municipal de Pindamonhangaba foi construído em 1865 no local onde fica a Praça Padre João Faria Fialho, o popular "Largo do Quartel".

O atual mercado municipal foi construído em 194X, e nele é possível encontrar diversos produtos da região, incluindo queijos e produtos hortifrutigranjeiros.


Texto: Ayrton Camargo e Silva
Apoio: Gabriela Rocha Andrade
Fontes: - O Visconde de Palmeira e a Cidade Imperial
José Maurício Puppio Marcondes, Ed. do Autor, Pinda 2000 - História da Estrada de Ferro Campos do Jordão
Pedro Paulo Filho,
Ed. Noovha América 2008
Sites: www.estacoesferroviarias.com.br
www.cultura.sp.gov.br
www.agoravale.com.br

Categoria: Roteiros complementares