Pindamonhangaba

Prédio do Grupo Escolar Dr. Alfredo Pujol (visita externa)

Endereço: rua Barão Homem de Mello, 63, centro

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A história da escola antecede a história do prédio, inaugurado em 6 de dezembro de 1902. O colégio já existia, mas funcionava em outro local. A primeira escola de Pindamonhangaba, do qual se originou o Grupo Escolar Alfredo Pujol, funcionou mediante unificação das escolas dos professores Pedro Silva e Júlio Pestana, ocorrida em janeiro de 1895.

Na época, a escola foi instalada em prédio arrendado pela Câmara Municipal de Pindamonhangaba, situado na praça Cornélio Lessa, 3, em frente ao Bosque da Princesa, na antiga sede do Colégio Conceição.

O Grupo Escolar Alfredo Pujol funcionou primeiramente somente com a seção masculina, vindo só mais tarde a ter seção feminina.

A construção do atual prédio surgiu da necessidade de mais espaço para receber os alunos. Foi quando Antônio Martins Fontes Júnior, então deputado estadual, conseguiu uma verba de 60 contos de réis para a realização da obra.

A administração municipal, na gestão de Francisco Romeiro, ofereceu a área, parcialmente utilizada por um cemitério, e mais 11 contos, ficando o custo total da obra em 140 contos de réis. O jornal Tribuna do Norte, por intermédio de seu fundador, João Romeiro, também teve importante participação na campanha para a construção do novo edifício.

Os engenheiros Francisco Viotti e Santiago Stornini foram responsáveis, respectivamente, pela planta e pela obra. A construção do colégio, que ocupa uma área de 2.000 m², foi supervisionada tecnicamente pelo engenheiro militar e escritor Euclides da Cunha, autor de “Os Sertões”.

Estação Ferroviária da Central do Brasil (visita externa)

Endereço: praça Barão do Rio Branco, s/nº, centro

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Criada em 1869 a Estação Ferroviária do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio) alcançou em 1877 a cidade de Cachoeira Paulista, onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, criada em 1855.

Em 1889, com o golpe militar contra o Império do Brasil, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola (distância entre os trilhos) e unificar as linhas das duas empresas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cachoeira-Taubaté), concluindo-se a unificação em 1908. A estação de Pindamonhangaba foi parcialmente erguida sobre o antigo cemitério da cidade, sendo que o prédio atual, construído em 1921, substituiu o anterior. De uma de suas plataformas laterais saíam, até a década de 1970, as composições da EFCJ.

Igreja São José da Vila Real (visita externa)

Endereço: praça Barão do Rio Branco, s/nº, centro

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Em 1840, o padre João de Godoy Moreira e outros membros de sua família iniciaram em Pindamonhangaba a construção da Igreja São José da Vila Real, inaugurada em 1848, em substituição à original, de 1680.

A técnica construtiva é a taipa de pilão. A sua fachada apresenta duas simulações de torre, em cuja parte superior encontram-se duas aberturas guarnecidas com imagens de santos. Em seu interior, o forro da nave é em tabuado de madeira e o piso, em ladrilho hidráulico. Entre as alterações feitas nessa igreja, destacam-se a reconstrução do coro e de algumas paredes internas, danificadas após o desabamento de parte da parte frontal. No local, foram sepultados 14 pindamonhangabenses que integravam a Guarda de Honra de D. Pedro I.

Em 1972, o corpo do imperador D. Pedro I repousou no local, antes de seu sepultamento definitivo no mausoléu do Ipiranga, em São Paulo. A igreja foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) em 11 de julho de 1983.

Palacete Tiradentes - antiga Câmara Municipal (visita externa)

Endereço: praça Barão do Rio Branco, 22, centro

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Fundada em 1643 com o nome de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pindamonhangaba, o município foi transformado em freguesia em 1663, e, posteriormente, em vila em 1705. A elevação à categoria de cidade se deu em 1849, período em que prosperou com a cultura do café.

A Casa de Câmara e Cadeia, projetada por Francisco Pereira de Carvalho, construtor português radicado na cidade, foi inaugurada em 1864, funcionando até o ano de 1913, quando passou a sediar a Escola de Farmácia e Odontologia, ocasião em que o imóvel foi adaptado ao novo uso.

Constitui-se em partido característico dos edifícios desse tipo, com a câmara localizada no pavimento superior, e a cadeia, no térreo. Concebida em estilo colonial, no final do século XIX a fachada recebeu características neoclássicas em alvenaria, e seu interior conserva ainda paredes de pau-a-pique.

Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) em 3 de julho de 1981.

Deixou de sediar em 2008 a Câmara Municipal e atualmente abriga serviços da prefeitura.

Igreja Matriz de N. Sra. do Bom Sucesso

Endereço: rua Deputado Claro César, s/nº, centro. Telefone: (12) 3642-1776

Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, aos sábados, das 8h às 11h e das 17h às 21h, e aos domingos, das 6h às 12h e das 17h às 19h

Entrada: franca

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Edificada em princípios do século XVIII, foi inaugurada em 1707. Em meados do século XIX teve sua fachada reedificada em alvenaria, segundo projeto do construtor português Francisco Pereira de Carvalho com inspiração renascentista.

Palacete 10 de Julho – antiga prefeitura (visita externa)

Endereço: rua Deputado Claro César, 33, centro

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Enquanto a influência inglesa estava ligada às construções das ferrovias, a francesa foi a que predominou na arquitetura dos ricos casarões do Vale do Paraíba, quando a economia do café expandiu-se e consolidou-se nessa região, a partir de meados do século XIX. É o caso do Palácio 10 de Julho, projetado pelo arquiteto francês Charles Peyrouton, ao estilo eclético, em que os detalhes decorativos chamam a atenção pelo requinte e qualidade plástica. Peyrouton foi também responsável pelo projeto da igreja de São Benedito de Lorena.

Seu primeiro proprietário foi Inácio Bicudo de Siqueira Salgado, barão de Itapeva. O edifício foi construído com técnicas mistas, tendo sido verificado o emprego de tijolo queimado. Possui assoalho em pinho de riga, paredes revestidas em papel importado e majestosa escadaria no seu hall de entrada, protegida por grades trabalhadas em ferro fundido. Todo o seu interior é fartamente decorado com pilastras, capitéis e cimalhas e, no teto de um dos salões do pavimento superior, se observa uma grande e decorada claraboia.

O palacete foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) em 12 de dezembro de 1969.

Palacete Visconde da Palmeira – Museu Histórico e Pedagógico D. Pedro e D. Leopoldina (fechado para visitação desde dezembro de 2016. Deve reabrir em 1º de julho)

Endereço: rua Marechal Deodoro da Fonseca, 260, centro. Telefone: (12) 3648-1779

Horário de funcionamento: terça-feira a sábado, das 9h às 12h e das 13h às 17h*

Entrada: franca

*É necessário agendamento prévio para visita de grupos

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Projetado pelo construtor português Francisco Pereira de Carvalho, o edifício foi construído por volta da década de 1960, no século XIX, por um dos maiores fazendeiros de café da cidade, Antônio Salgado Silva, que mais tarde se tornaria visconde de Palmeira. Herdou-o sua filha Antônia Salgado Filho, casada com Eloi Bicudo de Varella Lessa, razão pela qual também ficou conhecido por Solar do Barão de Lessa.

A sua construção é eclética, em taipa de pilão e pau-a-pique, com terraço descoberto nos fundos, no nível do segundo pavimento, do qual se descortina uma ampla paisagem em direção ao rio Paraíba. As fachadas principais são ricamente ornamentadas, com platibanda decorada com pinhas e esculturas de louça, e sacadas contínuas, em mármore de Carrara, guarnecidas com grades de ferro trabalhado.

Desde 1978 abriga o Museu Histórico e Pedagógico D. Pedro e D. Leopoldina. É a única grande residência urbana remanescente da nobreza rural cafeeira do município.

Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) em 11 de dezembro de 1969.

Bosque da Princesa e rio Paraíba

Endereço: praça Cornélia Lessa, s/nº, Bosque da Princesa. Telefone: (12) 3645-1701

Horário de funcionamento: diariamente, das 6h às 20h

Entrada: franca

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Data de 1879, originalmente como Largo do Porto, em alusão à existência no local do porto fluvial para atendimento às embarcações do período de navegação no rio Paraíba, que durou até o final da década de 1970, no século XIX.

No período Imperial passou a ser chamado “Largo do Ipiranga”, lembrando a participação de pindamonhangabenses no dia 7 de setembro de 1822.

Em 1878, recebeu o nome de “Praça Cidadão Cornélio Lessa”, em gratidão ao ilustre filho da cidade.

Desde 1952, pela lei 113 de 28 de maio, passou a denominar-se “Bosque da Princesa”, uma homenagem de Pindamonhangaba à Princesa Isabel.

Junto ao antigo atracadouro, que hoje compõe um dos limites do bosque, pode-se ter uma belíssima vista do rio Paraíba, com seus meandros, bem como uma de suas ilhotas, tendo-se ao fundo os contrafortes da Serra da Mantiqueira.

Área vegetal de destaque na cidade possui 643 árvores de 52 espécies, como por exemplo, angico, pau-brasil e tamarindo. Em seu interior localiza-se a biblioteca pública municipal.

O rio Paraíba, formado pelos rios Paraitinga e Paraibuna SP, atravessa o Vale do Paraíba e o Estado do Rio de Janeiro, alcançando o Oceano Atlântico, totalizando um curso de 800 km.

Praça Padre João Faria Fialho - Praça do quartel (visita externa)

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Praça Padre João de Faria Fialho, em homenagem ao mesmo, considerado o fundador de Pindamonhangaba. Nela localizava-se o palacete do barão de Pindamonhangaba onde a família imperial se hospedou em setembro de 1877, durante visita ao município.

O edifício do quartel já abrigou o Mercado Municipal.

Praça Monsenhor Marcondes (visita externa)

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Até 1860 era denominada praça Formosa. Em 1863 passou a se chamar praça Monsenhor Marcondes por ocasião do falecimento deste sacerdote. Foi nela que o Imperador D. Pedro I se hospedou em setembro de 1872, em sua viagem histórica onde proclamaria a independência do Brasil.

Também ali se localizava o teatro municipal, projetado pelo construtor português Francisco Pereira de Carvalho, inaugurado em 1851 e demolido em 1920.

Subsiste na praça projeto paisagístico inspirado nos trabalhos do célebre paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, diretor de Parques e Jardins da Casa Imperial, no Rio de Janeiro.

Mercado Municipal

Endereço: rua Dr. Gustavo de Godoy, 83, centro

Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h30, aos sábados, das 7h às 13h30 e aos domingos, das 7h às 12h30

Entrada: franca

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O primeiro Mercado Municipal de Pindamonhangaba foi construído em 1865 no local onde fica hoje a praça Padre João Faria Fialho, o popular "Largo do Quartel".

O atual mercado municipal foi construído na década de 1940 e nele é possível encontrar diversos produtos da região, incluindo queijos e produtos hortifrutigranjeiros.