Campos do Jordão na visão dos artistas

José Pancetti em Campos do Jordão

José Pancetti (Campinas, 18 de junho de 1902 — Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1958), foi um pintor modernista brasileiro, considerado um dos grandes paisagistas da pintura nacional. Os temas característicos de suas obras são as marinhas, as naturezas-mortas, os retratos e as paisagens.

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Campos do Jordão, 1950

Óleo sobre tela, 55x 46 cm

Fonte: https://www.pinterest.com

Francisco Rebolo em Campos do Jordão


Francisco Rebolo (São Paulo, 22 de agosto de 1902 — São Paulo, 10 de julho de 1980), foi um pintor, gravador e jogador de futebol brasileiro. Como pintor participou do Grupo Santa Helena, dentro do movimento modernista. Mário de Andrade, devido à origem social mais humilde dos membros, os nomeou "artistas proletários".

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"Campos do Jordão", 1943. 

Óleo sobre cartão, 34 x 26 cm. 

Fonte:  http://www.dutraleiloes.com.br/

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“Paisagem de Campos de Jordão” (início década de 40).

Óleo sobre tela, 46 x 55 cm.

Fonte: http://www.arteeeventos.com.br

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Campos do Jordão, 1943

Óleo sobre tela, 40x50 cm

Fonte: http://www.rebolo.art.br

Tarsila do Amaral em Campos do Jordão

Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de setembro de 1886 — São Paulo 17 de janeiro de 1973) foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais da pintura e da primeira fase do movimento modernista no Brasil, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro mais conhecido, Abaporu, (de 1928) inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas, junto a Oswald de Andrade e Raul Bopp.

Algumas de suas principais obras (como "Operários", "Religião Brasileira", "Auto Retrato", "Calmaria II" e "Retrato de Mário de Andrade") encontram-se em Campos do Jordão, no Palácio Boa Vista, para visitação.

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Título da Obra: Paisagem de Campos do Jordão

Ano: 1924

Técnicas e Dimensões:  Nanquim sobre papel, 19 x 26 cm

Fonte: http://www.leilaodearte.com

Monteiro Lobato em Campos do Jordão

Monteiro Lobato conheceu Campos do Jordão quando tinha 13 anos de idade (com base nas suas “Cartas Escolhidas”), e viveu na localidade do final da década de 30 ao começo da década de 40. Sempre foi um grande admirador da cidade, visitava-a em muitas oportunidades, visando desfrutar o seu clima privilegiado, a tranquilidade e a paisagem.

O sobrado de Campos onde Lobato começou a viver a partir de 1937 localizava-se na Avenida Macedo Soares, número 33 (posteriormente mudado para número 400). Viveu ali com a esposa, Purezinha, e seus filhos. A casa foi, infelizmente, demolida na década de 1990. Ela ficava situada onde atualmente se encontra o “Fort House”, ao lado do “Cadij Shopping Center”.
 

Após a morte de seu filho Guilherme, vitimado pela tuberculose, alugou a casa para dona Adelaide e Paulo Gracie, e foi usada como pensão para tuberculosos.

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Título da Obra: Porteira Aberta (Campos de Jordão), 1944
Data de Aquisição: 2003
Técnicas e Dimensões: aquarela, 17 X 22,7
Procedência: Doação, Sra. Foyce Campos Kornbluh
Fonte: Pinacoteca
Fonte do texto: Campos do Jordão Cultura

Anita Malfatti em Campos do Jordão

Anita Malfatti também frequentou Campos do Jordão, muito provavelmente motivada, não só pelas lindas paisagens da região, mas também motivada pela presença de seu irmão Willy, que acompanhou a construção do Hotel Vila Inglesa, por meio de seu escritório de arquitetura " Moya e Malfatti". Em uma das temporadas passadas em Campos do Jordão, Anita pintou o quadro "Paisagem de Campos do Jordão.

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A Praça de Abernéssia, na visão de Anita Malfatti.

Lasar Segall em Campos do Jordão

Lasar Segall (Vilnius, Lituânia, 21/07/1891 - São Paulo, Brasil, 2/8/1957) foi um pioneiro do modernismo no Brasil. Mudou-se para cá em 1923, sendo já então um artista conceituado, com técnicas de impressionismo, expressionismo e modernismo.

Gentileza: Museu Lasar Segall - IBRAM - MinC

Em 1935, Segall conhece Campos do Jordão e se apaixona por aquela região de montanhas e florestas. Surge então uma série significativa de paisagens em diversas técnicas.

O clima bucólico domina as composições, inspiradas na paisagem da região, onde a simplicidade da forma atinge a vegetação e os animais, transformando-os em símbolos de uma vida pacata.

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Título: Montanhas em Campos de Jordão

Data: 1937

Técnica: grafite,

Dimensões: 19,7 x 24 cm

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Título: Gado ao luar II

Data: 1954

Técnica: guache sobre papel

Dimensões: 34,0 x 45,0 cm

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Título: Gado e montanha

Data: 1930

Técnica: Ponta-seca (matriz em cobre)

Dimensões: 22 x 14 cm

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Titulo: Gado na montanha

Data: 1939

Técnica: óleo com areia sobre tela

Dimensões: 60,0 x 65,0 cm